FORMAÇÃO | LITURGIA

11/10/2017

1. Sinal da Cruz

Um sinal que, de costume, nas famílias cristãs se ensina e aprende em casa, pelo exemplo e incentivo dos pais, é o sinal da cruz. Os cristãos o repetem traçando sobre si mesmos esse sinal simples, mas rico de significa­dos. De fato, resume os dois mistérios fundamentais da fé: a Unidade e Trindade de Deus - Pai e Filho e Espírito Santo – e o mistério da paixão, morte e ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo. É, portanto, sinal de pertença, dado no dia do batismo, e define a identidade do cristão. Como para dizer: ‘eu sou batizado, eu sou da família de Jesus, Ele é o meu Salvador, a cruz de Cristo dá sentido à minha vida’.

O primeiro a fazer o sinal da cruz foi Jesus mesmo. Ele ‘estendeu os braços na cruz’ (Oração Eucarística II) e, seus braços abertos ‘traçaram entre o céu a terra o sinal permanente da (vossa) Aliança’ (OE I da Reconciliação). Assim, com esse sinal, nós confessamos a vontade de sermos os seguidores d’Aquele que foi morto na cruz, que assumiu o nosso pecado e se tornou maldito em nosso favor, a motivo de sua solidariedade conosco (cf. Gal 3,13). São Leão Magno, papa, no início do V século, escre­via: “A cruz é a fonte de todas as bênçãos e de todas as graças”.

Deus pede ao profeta Ezequiel (9,4-6), que marque com um tau na testa os homens e as mulhe­res que gemem e suspiram por tantas abominações que nela se praticam. O tau, última letra do alfa­beto hebraico, é parecido com uma cruz; é sinal de fé e da proteção divina. Apocalipse (7,3) retoma esse texto com o mesmo sentido, e são Francisco de Assis assinava suas cartas com o tau, para expressar a esperança de ser salvo.

Um dos momentos mais significativos, a esse respeito, acontece na liturgia do batismo, quando o batizando é acolhido à porta da igreja. O sacerdote diz aos pais e padrinhos e a todos que participam: “Nosso sinal é a cruz de Cristo. Por isso, vamos marcar esta criança com o sinal de Cristo Salvador. Assim, (nome), nós te acolhemos na comunidade cristã”. Em seguida, sacerdote, pais e padrinhos traçam o sinal da cruz na fronte da criança.

Esse pequeno sinal que, ao proclamar o santo Evangelho, é feito na testa, nos lábios e no peito, expressa a total entrega a Deus de nosso corpo e de seus centros vitais mais importantes. Com todo o nosso ser queremos nos entregar a Deus, imitando Jesus.

Na história da liturgia, o grande sinal da cruz que hoje praticamos, entrou na praxe eclesial pelo século XI. Seu sentido se mostra pelos movimentos, da testa para o coração, para expressar o abaixamento do Filho, gerado pelo Pai, sua encarnação e paixão; tocando nos ombros, queremos dizer que ele continua doando-se totalmente na comunhão do Espírito Santo. O divino Espírito, que saiu do lado trans­passado de Jesus na cruz, faz-nos voltar ao Pai, por meio do Filho.

O sinal da cruz nos acompanhe em todos os momentos de nossa vida. É gesto forte e significa­tivo, ato de fé que tem o poder de afastar o mal e de nos lembrar do batismo e da nossa pertença à Igreja de Jesus.

 

 

 

“Quando faz o Sinal da Cruz, faça-o bem. Não fazê-lo apressado, encolhido, tal que ninguém entenda o que deveria significar. Não, seja um Sinal da Cruz certo, isto é, feito devagar, amplo, da fronte ao peito, de um ombro ao outro. Sente como ele lhe abraça tudo? Recolha-se bem, assim, recolha neste sinal todos os seus pensamentos e toda a sua alma... Isso porque é o sinal da totalidade e o sinal da redenção. Na Cruz, o Senhor nos redimiu a todos... É o sinal mais santo que exista” (Romano Guardini, I santi segni, p. 125).

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