DOM DARLEY KUMMER

09/01/2020

Mãe de Deus e o fundamento de sua grandeza

A contextualização da expressão “Theotókos”, de São João Paulo II que, literalmente, significa “aquela que gerou Deus”, à primeira vista pode gerar surpresa; suscita a questão sobre como é possível uma criatura humana gerar Deus. A resposta da fé da Igreja é clara: a maternidade divina de Maria refere-se só a geração humana do filho de Deus e não, ao contrário, a sua condição divina.
 

O filho de Deus foi desde sempre gerado por Deus Pai e é lhe consubstancial. Nessa geração eterna, Maria não desempenha, evidentemente, nenhum papel. O Filho de Deus, porém, há mais de dois mil anos, assumiu a nossa natureza humana e foi concebido e dado à luz por Maria.


Proclamando Maria “Mãe de Deus”, a Igreja quer, portanto, afirmar que ela é a “Mãe do Verbo encarnado, que é Deus”. Por isso, a sua maternidade não se refere a toda Trindade, mas unicamente à segunda pessoa, ao Filho que, ao encarnar-se, assumiu dela a natureza humana.


A maternidade é relação entre pessoa e pessoa: uma mãe não é mãe apenas no corpo ou da criatura física saída do seu seio, mas da pessoa que ela gera. Maria, portanto, tendo gerado segundo a natureza humana a pessoa de Jesus, que é a pessoa divina, é Mãe de Deus.


Ao proclamar Maria “Mãe de Deus”, a Igreja professa com uma única expressão a sua fé acerca do filho e da mãe. Portanto, a expressão “Mãe de Deus” remete ao Verbo de Deus que, na encarnação, assumiu a humildade da condição humana, para elevar o homem à filiação divina. Mas esse título à luz da dignidade sublime conferida à Virgem de Nazaré proclama também a nobreza da mulher e sua altíssima vocação. Com efeito, Deus trata Maria como pessoa livre e responsável, e não realiza a encarnação de seu Filho senão depois de ter obtido o seu consentimento.


Mãe de Deus é o maior de todos os títulos, graças e privilégios de Nossa Senhora. Este título lhe foi dado pelo próprio Deus quando a escolheu para ser sua mãe. É o fundamento de sua grandeza, de seu poder e de todos os demais títulos. Foi o primeiro a ser definido pela Igreja como verdade de fé, já em 431.


A Santa Mãe de Deus é a padroeira da Catedral Metropolitana, da Arquidiocese e do município de Porto Alegre. O Santuário Mãe de Deus, edificado no alto morro do bairro Glória, todo o dia 1º dia do ano que inicia, além de glorificar o máximo título de Maria, quer lembrar a todas as mães que a maternidade humana é a maior honra e grandeza da mulher.
 

A imagem de Nossa Senhora Mãe de Deus recebeu a benção do Papa João Paulo II no Vaticano no dia 27 de julho de 1988, e foi entronizada no nosso Santuário de Porto Alegre. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus!

13/06/2019

A missão de ser bispo

No último sábado (8), na cidade de Roca Sales (RS), recebi, com alegria, a ordenação episcopal, que é o terceiro grau do sacramento da ordem da Igreja Católica, e me concede o título de bispo. Escolhi como lema desta nova fase da minha missão “Pela graça de Deus, sou o que sou”. Desde já, estou à disposição para servir a todos, por amor à Igreja, Povo de Deus. Jesus Cristo, nosso Senhor, enviado pelo Pai para salvar o gênero humano, escolheu por sua vez os doze apóstolos, a fim de que, cheios do Espírito Santo, anunciassem o Evangelho, santificassem e conduzissem todos os povos, reunindo-os num só rebanho.

 

Por meio da vida e ministério do bispo, é Jesus Cristo que continua a proclamar o Evangelho, a distribuir aos que creem os sacramentos da fé. Por meio da solicitude paternal do bispo, é Cristo que incorpora novos membros à Igreja. Por meio da prudência, humildade e simplicidade do bispo, é Cristo que conduz o povo nesta peregrinação terrena, até a felicidade eterna. O bispo é tirado dentre os seres humanos e colocado a serviço deles nas coisas de Deus. Portanto, o episcopado é um serviço às pessoas e não só uma honra. Como bispo auxiliar, é preciso distinguir-se mais pelo serviço prestado que pelas honrarias recebidas.

 

A missão confiada é de estar junto às realidades, esperanças e desafios que vêm aparecendo na caminhada deste povo amado de Deus.

 

Como bispo auxiliar da Arquidiocese de Porto Alegre, desejo colaborar com os demais bispos no que for necessário, e também seguindo as orientações da Igreja, exercendo o cuidado pela vida, a solicitude pastoral, a comunhão eclesial em vista do bem comum de toda a sociedade.

 

Muitas pessoas, nesta passagem da minha ordenação, fizeram um pedido: “que você continue sendo o guia para aqueles que estão com a vida cheia de dificuldades. Saiba que estaremos sempre ao seu lado.”

 

Agradeço a todas as lideranças civis, militares, políticas e religiosas no cuidado com a nação brasileira e, de modo especial, com o povo da Arquidiocese de Porto Alegre. Desejo bênção e paz a todos!

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Dom Darley Kummer

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