Oblatos de São Francisco celebram 200 anos de nascimento do fundador


No próximo dia 23 de junho a Congregação dos Oblatos de São Francisco de Sales faz memória ao nascimento do seu fundador, padre Luís Brisson. Na Arquidiocese de Porto Alegre os Oblatos estão nas paróquias de Santa Isabel, de Viamão, e na Rede de Comunidades das Ilhas. Na comunidade Santa Isabel também está a Casa Provincial, o postulantado e pós-noviciado.

Luís Brisson

Luís Brisson nasceu em Plancy (França) em 1817, sendo filho único de um casal de comerciantes ambulantes. Foi ordenado sacerdote no dia 19 de dezembro de 1840 na diocese de Troyes, também na França. Trabalhou como professor de matemática e ciências no seminário. Depois assumiu como capelão no mosteiro da Visitação de Troyes, uma ordem religiosa contemplativa feminina fundada por São Francisco de Sales e Santa Joana de Chantal em 1910.

A superiora do mosteiro, madre Maria de Sales Chappuis, chamada de “Boa Madre”, apresentou a ele o projeto de fundar uma congregação de sacerdotes no espírito de São Francisco de Sales. Mas padre Brisson recusou veementemente a proposta, e por trinta anos. Era uma época difícil. A França estava passando pela Revolução Industrial e centenas de jovens saíam do interior para as grandes cidades em busca de trabalho nas fábricas. Uma vez nas cidades, ficavam à mercê de situações nocivas, às vezes eram explorados, sem família, sem lugar adequado para ficar, sem alguém que defenda seus direitos, sem uma instrução educacional e religiosa.

Sensível a essa situação, padre Brisson, então nomeado diretor diocesano da Associação de São Francisco de Sales para a defesa da fé num país cristão, fez uso da função para ajudar, primeiramente, as jovens operárias, abrindo patronatos e lares para acolhê-las, ampará-las e instruí-las. O trabalho cresceu e Deus mostrou a ele o momento certo de iniciar uma congregação de Irmãs: nasce as Oblatas de São Francisco de Sales, com a ajuda de duas ex-alunas da Visitação, Leonie Aviat e Lucie Canuet.

As Oblatas abrem oficinas de costura em Troyes e outras cidades. Depois fundam escolas primárias e secundárias e lares para moças. As religiosas estendem-se, pouco a pouco, para a Áustria, Itália, Suíça, Inglaterra e, depois, para as missões do Rio Orange (África), do Equador e do México. Leonie Aviat, a primeira superiora, foi canonizada pelo papa João Paulo II em 2001. Seu dia no calendário litúrgico é 10 de janeiro.

Nessa época a congregação masculina ainda não havia surgido, apesar da insistência da madre Maria de Sales Chappuis. O padre pedia a Deus provas para saber se o que a madre pedia era realmente vontade divina. Até que um dia o próprio Jesus apareceu-lhe. Ele estava no locutório das Irmãs e havia negado novamente ao pedido. Sussurrou para ela: “nem que um morto ressuscite, eu realizarei o que a senhora me pede”. A madre levantou-se e saiu, enquanto o padre ficou ali, parado, refletindo suas próprias palavras: “Depois de uns sete minutos, levantei os olhos e vi o Senhor parado do outro lado da grade, a uma distância de uns dois metros de mim. A minha primeira reação foi uma sensação de resistência. ‘Agora acabou. Agora tenho que ceder.’ A minha resistência aumentou: ‘Talvez seja uma ilusão’. E comecei a observar a figura detalhadamente. Comecei debaixo, com os pés e as sandálias. De início, não me animei mirar diretamente os olhos. Estudei-o com precisão, como um pintor observa seu modelo minuciosamente. Eu não queria ser enganado. Queria constatar que o que vi com os olhos era uma realidade. Devagarzinho meu olhar subia. Finalmente fitei o Senhor no rosto. Ele não disse nada, mas me olhou com o aspecto um pouco severo e descontente; e eu não pude duvidar de que Ele me pediu que eu fizesse o que a Boa Madre me dizia. Atirei-me de joelhos e consenti, sem dizer uma palavra ou fazer um gesto. Experimentei uma profunda paz e uma grande calma. Todo o tempo me senti bem tranquilo. A aparição se esvaeceu.”.

Encarregado de reabilitar o colégio eclesiástico de Troyes, padre Brisson reconheceu, nesse fato, o sinal aguardado para a criação da comunidade de sacerdotes e fundou os Oblatos de São Francisco de Sales em 1875. “Nossa condição é a de pobres operários. Andamos vestidos, nos alimentamos como pobres obreiros”, disse.

Padre Brisson quis fortalecer as associações de trabalhadores e promover a educação, indo além do patronado onde fora sempre atuante. No que diz respeito à educação dos jovens operários, aplicou o método salesiano: “educação baseada no respeito pela pessoa, o sentido da sua liberdade e formação de sua responsabilidade”.

Depois de ter fundado diversos colégios e patronatos na França, os Oblatos estenderam-se para a Áustria, Alemanha, Inglaterra, Grécia; abraçaram missões na África do Sul, como também em ambas as Américas. No Brasil chegaram em 1885, no Pará, ficando apenas dois anos, pois as autoridades brasileiras, num desentendimento com a Santa Sé, exigiram a retirada das congregações. Em 1906 os Oblatos voltaram ao Brasil, em Dom Pedrito (RS). Depois se estenderam para várias cidades da região.

Padre Luís Brisson enfrentou muitas dificuldades, inclusive a da dispersão das Ordens Religiosas na França, em 1903. Nessa época, impedido pela idade avançada, retirou-se para Plancy onde faleceu no dia 2 de fevereiro de 1908, com 90 anos. A Igreja reconheceu suas virtudes beatificando-o em 22 de setembro de 2012. Sua festa litúrgica como beato é celebrada no dia 12 de outubro, dia da fundação dos Oblatos de São Francisco de Sales.

#LuísBrisson #CongregaçãodosOblatosdeSãoFranciscodeSales

Cúria Metropolitana

Rua Espírito Santo, 95

Bairro Centro Histórico 

CEP 90010-370 | Porto Alegre | RS

       51 3228.6199

Residência Episcopal

Vigário geral

Chancelaria

Arcebispado

Arquivo histórico

Batistério

Tutela de menores

Ascom

Tribunal Eclesiástico

ACESSE TAMBÉM

Centro Administrativo

Av. Sertório, 305

Bairro Navegantes
CEP 91.020-001 | Porto Alegre | RS

51 3083.7800

Administrativo

Departamento Pessoal

Jurídico

Financeiro

Contabilidade

Fraterno Auxílio

Patrimônio

T.I.

Obras

Servus

O Dia do Senhor

Loja Centro de Pastoral

© 2020 por ASCOM para Arquidiocese de Porto Alegre