Padre João Carlos Andrade embarca para missão na Prelazia do Xingu


Há 43 anos a Arquidiocese de Porto Alegre tem a Prelazia do Xingu, no Sul do Pará, como Igreja-Irmã. Isso significa que para lá são destinadas ajudas espiritual, por meio de orações, e econômica, através de coletas específicas. Mais do que isso, para o Xingu são enviados padres, seminaristas, religiosos(as) e leigos missionários.

Pe. Joca durante o período de missão na África. Foto: reprodução Facebook

Essa relação de apoio iniciou em 1973, quando o arcebispo metropolitano da época, Dom Vicente Scherer, visitou a sede da prelazia, Altamira, após participar do Círio de Nazaré, em Belém do Pará. Fortemente impactado com a realidade do atendimento religioso e educacional das pessoas que haviam se estabelecido por ali, decidiu lançar o desafio de acolher a região como Igreja-Irmã.

O local passou por uma grande transformação a partir da construção da Transamazônica, em 1970, quando começou a receber uma multidão de pessoas, de diversos lugares do Brasil. Territorialmente maior que o Rio Grande do Sul, a Prelazia do Xingu é então eclesialmente assistida por um bispo prelado e quatro padres.

Nesse contexto, a evangelização e o cuidado da fé são um grande desafio para os padres Oscar Führ e Léo Schneider, os primeiros missionários da Arquidiocese que chegaram a Altarmira em 1974. Desde então, muitos os sucederam. E para dar continuidade a esse trabalho, o padre João Carlos Andrade da Silva chega à região no dia 2 de janeiro – no Pará também está o padre Fernando Pereira de Andrade, pároco na paróquia São Antônio, na cidade de Itupiranga, Diocese de Marabá.

Após alguns dias de convivência e ambientação em Altamira, Pe. Joca, como é conhecido, deve assumir a paróquia Imaculada Mãe dos Pobres, em Medicilândia, formada por 67 comunidades. A missão não é novidade para ele, como é conhecido. Entre 2012 e 2014 ele serviu na África, no Norte de Moçambique, a partir do projeto Igreja Solidária, mantido pelo Regional Sul 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Desta vez, o presbítero se colocou à disposição para atuar no Pará, onde deve ficar também por três anos. “Mesmo sendo padres diocesanos, recordemo-nos da missionariedade da Igreja. O compromisso com nossa Igreja-Irmã nos faz refletir sobre quantas comunidades têm um atendimento precário. Atualmente são 67 à espera de um pároco”, pondera. Pe. Joca vai para a Prelazia do Xingu com a expectativa de servir, somar e aprender. “Embora o missionário seja ‘aquele que em primeiro lugar sai de si mesmo’, devemos ir onde se apresentam as necessidades de nossa Igreja, onde o Evangelho nos impulsiona”, complementa.

Nesta quinta-feira, às 20h, ocorrerá a missa de envio do sacerdote na paróquia São Vicente de Paulo, em Cachoeirinha, presidida pelo arcebispo metropolitano de Porto Alegre, Dom Jaime Spengler. No último sábado, dia 16, outra celebração foi realizada, mas na paróquia Santo Inácio, de Esteio.

Seminarista Gilberto Pacheco ficou 10 meses no Xingu

Durante 10 meses do ano de 2017 o seminarista Gilberto Pacheco viveu e serviu na Prelazia do Xingu – um mês na sede, em Altamira, e depois na paróquia Santo Antônio, em Gurupá. Primeiro, foi necessário um reconhecimento da vida local, por meio de visitas a aldeias indígenas, comunidades e paróquias, através do qual vivenciou uma realidade de “estrada” ou “terra firme”, como padres e leigos costumam falar na Prelazia, na Transamazônica.

Gilberto serviu em uma paróquia com 86 comunidades. Foto: reprodução Facebook

Já no mês seguinte, Gilberto foi para Gurupá, cidade ribeirinha, onde se deparou com uma paróquia de 86 comunidades e uma realidade até então inimagináveis para ele. “Não tinha uma rotina fixa. Na missão Deus vai nos surpreendendo a cada dia com situações que nos transformam, desafiam, desacomodam e, no meu caso, que foram configurando meu coração ao coração do Cristo Bom Pastor”, relata.

Segundo o seminarista, na região encontrou muita fé, devoção e fraternidade. “O povo precisa de padres que rezem, que não tenham medo de se doar inteiramente pela causa do Evangelho. Essa foi a tocante interpelação do povo e, para mim, o principal ensinamento que tive nos 10 meses de missão na Prelazia do Xingu. A cada dia me convencia mais de que qualquer trabalho e ação pastoral devem brotar de muita oração”, enfatiza.

Gilberto conta que a palavra “missão” sempre lhe causou um certo “frio na barriga”. Olhava com admiração todos os missionários que deixaram suas famílias, cidades, estados ou países para testemunharem Jesus Cristo aonde muitas vezes ninguém mais quer ir. Mesmo assim, acreditava que partir em missão para terras longínquas não faria parte da caminhada vocacional. “Deus sempre nos surpreende. Ele nos conhece e nos envia para onde nos poderá moldar da melhor forma possível”, afirma, recordando que foi ao participar de uma missão 35 dias em Porto Velho (RO) em 2015 que passou a amadurecer a vontade de viver essa experiência de forma mais intensa. “Foi então que, respondendo ao apelo de Deus, pedi para partir em missão e fazer meu ano pastoral na Prelazia do Xingu”, explica.

Pensando na formação para o ministério ordenado, Gilberto garante que a missão teve grande contribuição. Ele destaca que todo batizado que queira viver intensamente a dimensão missionária do seu batismo encontrará na missão um momento muito oportuno para isso. “Todavia, gosto de lembrar sempre que o melhor lugar para vivermos o Evangelho é onde estamos e para onde Deus nos envia”, conclui.

* Jornalista - Arquidiocese de Porto Alegre

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