Mulheres celebram 100 anos em Schoenstatt

Num dia normal de plantão, em uma delegacia na cidade do Rio de Janeiro, Joelma Melo chega, coloca sobre sua mesa a imagem de Nossa Senhora e a Cruz, uma bíblia, seu terço e uma coleção de pequenas mensagens de espiritualidade escritas pelo padre José Kentenich. Ela é policial civil e exerce a função de inspetora (antes denominada “detetive”) em uma delegacia distrital. Ela não sabe que situações a esperam no decorrer do dia. Podem ser bem difíceis: meninas que relatam abuso sexual por algum familiar; pais que perderam filhos em homicídios ou acidentes de trânsito; vítimas de estelionato que viram a economia de uma vida inteira se diluir em segundos... Seja qual for o dia da semana, o início de cada plantão é sempre igual para a Joelma: “Nesse momento, me coloco à disposição da Mãe de Deus e digo: ‘Mãe, estou aqui! Envia-me todas as pessoas que deseja que eu atenda e faça de mim seu instrumento!’”.


Joelma faz parte de uma comunidade de mulheres consagradas do Movimento Apostólico de Schoenstatt. No dia 20 de agosto, junto com toda a Obra Internacional, ela celebrou os 100 anos da presença feminina neste movimento católico. Ao longo deste centenário, as mulheres foram descobrindo, pela Aliança de Amor que é própria da espiritualidade, um jeito natural de refletir a imagem da Mãe de Deus, de ser uma “pequena Maria” na Igreja e na sociedade. É sobre isso que elas desejam partilhar.


Do “Bom dia” ao “O que posso fazer além disso?”


Os clientes que chegam ao salão da cabeleireira Luiza Maria da Costa, em Londrina (PR), não veem só um quadro da Mãe e Rainha na parede, veem a presença dela nos detalhes da acolhida e do trabalho feito com amor – para Luiza, isso é ser presença de Maria:


“Seguindo o exemplo da Mãe de Deus, sou uma mulher melhor e mais feliz. Pelo meu ser e agir vou anunciando o reino de Deus, sendo essa presença do amor de Jesus e de Maria no mundo, com as atitudes e o testemunho, desde um simples ‘bom dia’, com um sorriso no rosto, e sempre tratando o outro com amor. Tudo isso aprendi na ‘escola’ do Santuário de Schoenstatt”.

Também em Londrina, vive Barbara Garcia, servidora pública e advogada, dirigente de um dos grupos de mulheres em Schoenstatt e catequista na sua paróquia. Ela comenta:


“Para mim, ser um ‘Tabernáculo Vivo’ no dia a dia, como foi Maria, consiste em fazer com que, pelo meu cuidado e postura, as pessoas se sintam amadas, tanto como me sinto amada por Deus. Isso pressupõe levar Jesus às pessoas, como nossa Mãe Maria o fez. Na minha mesa do trabalho, costumo ter uma imagem da Mãe de Deus. Olhar para esta pequena imagem fortalece meu caráter mariano, me move a sempre tornar meu ambiente melhor, além de reforçar a necessidade de sempre me autoeducar”.

A Mãe


Em 2014, Marcia Kazumi foi consagrada Mãe Três Vezes Admirável de Schoenstatt, através da Aliança de Amor no Santuário de Schoenstatt, de Porto Alegre (RS). Márcia, mãe do Carlos e do Caio Henrique, é Administradora e Comunicadora do Movimento Apostólico de Schoenstatt de Porto Alegre.


"Com a consagração encontrei o abrigo espiritual que precisava, assumindo o compromisso de educar-me tendo Maria como mãe educadora e como modelo feminino. Na minha atuação em todos os lugares e na vida cotidiana isso me traz a segurança e a certeza que não estamos sozinhos, a Mãe de Deus está conosco em todos os momentos intercedendo por nós junto ao seu divino filho Jesus".

Se Maria é modelo para todas as mulheres, o que dizer então das mães? Afinal, “uma mãe sempre entende outra mãe”, diz a Dra. Rosângela Marramarco Lovato, de Santa Maria (RS). Ela explica:


“Como pediatra há mais de 30 anos e mãe de seis filhos, tive a graça de ouvir e receber muitas angústias e solicitações. E o melhor mesmo que já pude fazer foi encaminhar tantas delas à nossa querida Mãe, com a súplica de que estivesse comigo, me ajudasse naquilo que para mim era impossível de resolver. O resultado foi e é maravilhoso! O efeito resultante é sobrenatural e ultrapassa muito minha limitada capacidade humana de prescrever, ouvir ou aconselhar – portanto, só poderia ser obra dEla! Assim também percebemos isso na vida dos nossos filhos”.

Para Rosângela, ser mãe à exemplo de Maria é cultivar o amor ágape, o amor sem medidas.


Balas de açúcar, não de revólver


A policial Joelma revela um “segredo” que guarda em seu armário: “Tenho balas, lápis de cor, pequenos brinquedos no meu armário – não é a instituição que me orientou a agir assim, tanto que sou a única na delegacia que tem essas coisas. Faço assim por que é meu dever como cristã, como consagrada: tratar o outro como gostaríamos de ser tratados é o mínimo que cada cristão pode fazer”. Refletir Maria pode ser mais simples do que parece, diz ela:


“Algumas vezes, apenas pequenos gestos, feitos com amor e sinceridade, podem ser suficientes para acalmar ou confortar, como segurar a mão, olhar nos olhos e dizer: ‘Estou aqui, conte comigo, vou te ajudar!’”.


Essas mulheres representam as mulheres pertencentes às cinco comunidades femininas e dois Institutos Seculares, para mulheres em todos os estados de vida, fundadas pelo padre José Kentenich. Seu empenho era para ajudar na educação de mulheres de personalidades livres que, como Maria, são empreendedoras na Igreja e na sociedade. Dessas, Gertraud von Bulion tem o seu processo de beatificação em análise pelo Vaticano e Ir. M. Emilie Engel é reconhecida como venerável, a espera do milagre para ser beata.


Padre Kentenich conduzia todos a olharem para Maria como modelo de mulher forte, heroica, maternal, filial e tantas outras características únicas nela. Às “mulheres modernas” de sua época, aconselhou com confiança:


“Tudo o que se pensa e se pode imaginar da grandeza e da beleza da mulher, no aquém e no além, de beleza celestial, tudo, tudo, o eterno Deus colocou na imagem da bendita entre as mulheres”.

(Texto: Karen Bueno - Fotos: Divulgação - Edição e acréscimos Patricia Damaceno - ASCOM)



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