A força e a coragem de mães que se dedicam a cuidar da saúde dos filhos

 

As histórias de Damares, Edivânia e Viviane se cruzaram nos corredores da Casa de Apoio Madre Ana, em Porto Alegre, e estão ligadas por diversas semelhanças. Elas são mães, estão na Capital gaúcha acompanhando filhos em tratamento de saúde e tiveram de deixar em suas cidades outros filhos - alguns ainda bebês. Em comum também carregam a esperança, a coragem, o cuidado, a dedicação e o amor incondicional aos filhos.

 

“Quando se é mãe, não amamos a gente, amamos os filhos. A gente ama sem medida”, afirma Viviane Maria Soares Ricardo, que desde janeiro está em Porto Alegre acompanhando a pequena Ana Beatriz, de oito meses. Com filhos de 14 e 13 anos, a professora foi surpreendida por uma gravidez de gêmeos.

 

Viviane e Ana Beatriz. Foto: Amanda Fetzner Efrom

 

 

As duas meninas nasceram de 36 semanas, com 2.150 quilos, em Jaraguá do Sul, onde a mãe pernambucana de 39 anos mora atualmente. Com o tempo, Viviane percebeu os olhos amarelados e diferença das fezes das gêmeas. Após internação na cidade natal, Ana Beatriz veio para o Rio Grande do Sul em busca de um transplante de fígado. “Viemos para consultar e acabamos ficando, pois como ela está na lista, o transplante pode ocorrer a qualquer momento”, conta.

 

Diante do agravamento do caso da menina, Viviane decidiu fazer os exames para tentar ser doadora. “Ser mãe é se doar inteiramente. Hoje a prioridade da minha vida é a saúde da Beatriz. Outras coisas eu vou ter depois”, diz, convicta. Os irmãos, inclusive a gêmea, que é saudável, estão em Santa Catarina com o pai e a avó.

 

Essa é também a realidade da paraibana Edivânia Amâncio da Silva, de 27 anos. Em João Pessoa ela deixou o filho mais novo, Alify, com apenas oito meses. Isso foi em 17 de agosto do ano passado. Desde então, tem acompanhado o crescimento do caçula pelo celular, enquanto está ao lado do primogênito, Allisson, em que em dezembro fez o transplante renal.

 

 Edivânia e Allisson. Foto: Amanda Fetzner Efrom

 

 

 

Após o diagnóstico, há cerca de um ano, Allisson, de 12, ficou cerca de dois meses na lista de espera da cirurgia. Agora está bem, aguardando exames para ser liberado e finalmente voltar para casa. Enquanto isso, mãe e filho já conheceram um pouco de Porto Alegre: foram no Parque da Redenção, andaram no ônibus turístico e foram ao cinema. Só ainda não se acostumaram com o frio.

 

Já habituadas à rotina de hospitais, mães como Damares da Silva Guinalia surpreendem pelo conhecimento – falam com desenvoltura nomes complicados de doenças e tratamentos – e, principalmente, pela força e tranquilidade. “Ele não desiste de lutar, como a gente vai se acovardar para essa doença”, afirma a vendedora que, desde o nascimento de Rhuan, há seis anos, não exerce mais a profissão para estar ao lado do filho, que nasceu com uma cardiopatia grave e rara.

 

Damares acompanha o filho Rhuan, que está no Hospital Santo Antônio. Foto: Amanda Fetzner Efrom

 

 

Desde então, foram dez intervenções. “Cirurgicamente já fizeram tudo. Estou bem esperançosa. Já passamos por tanta coisa, é uma luta muito grande. Confio muito em Deus e na equipe médica”, diz a mãe de 35 anos, natural de Santa Maria.

 

Assim como outras mães, ela deixou no interior do Estado a filha mais nova, de nove meses, que nasceu completamente saudável. Apesar do susto e do medo inicial de que a criança também pudesse ter alguma patologia, Damares conta que a gravidez transcorreu tranquilamente e que foi uma realização ter uma criança que não ficou hospital e poder amamentar. Ela sabe que a recuperação de Rhuan é lenta e que talvez ainda demore mais um pouco para reencontrar a caçula. “O melhor presente de Dia das Mães será a recuperação dele”, garante.

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