Como se preparar para as celebrações da Semana Santa

27.03.2018

De quinta até o próximo domingo a Igreja Católica vai viver uma festa, ou melhor, a “festa das festas”, a "solenidade das solenidades”. E para reconhecer o quanto a Páscoa é única para a fé, é fundamental sentir e viver de coração a beleza e a riqueza de cada uma das celebrações da Semana Santa. Você as conhece?

 O mistério da ressurreição, no qual Cristo esmagou a morte, penetra nosso velho tempo com sua poderosa energia até que tudo lhe seja submetido. (Catecismo da Igreja Católica 1169)

A Semana Santa marca os últimos dias vividos por Cristo antes de sua paixão, morte e ressurreição. As celebrações iniciam-se no “Domingo de Ramos”, que é o “Domingo da Paixão do Senhor”, em que se celebra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém e também a sua paixão e morte na cruz. Ela encerra-se com a celebração do grande "Tríduo Pascal”, do qual fazem parte os dias centrais das celebrações da Igreja.

O Tríduo Pascal inicia com a missa da noite da Quinta-feira Santa, a “Ceia do Senhor”, e vai até o domingo da Páscoa da Ressurreição.

Quinta-Feira Santa


Pela Manhã: ocorre a Missa do Bispo, que reúne todos os padres da Arquidiocese na Catedral. Os padres renovam as promessas sacerdotais e o bispo abençoa os óleos dos catecúmenos (para o Batismo) e dos enfermos (para a unção dos doentes), e também se realiza a consagração do óleo do Crisma (para as Crismas e as Ordenações presbiterais e episcopais).


Na Arquidiocese de Porto Alegre, a Missa dos Santos Óleos será celebrada às 9h, na Catedral Metropolitana, e será presidida por Dom Jaime Spengler.
 

À Noite: celebramos a Instituição do Sacramento da Eucaristia e do Sacerdócio, o mandamento do amor e realiza-se o gesto do Lava-pés, a exemplo do que Jesus fez na última ceia. Ao final da celebração o altar é despojado e os fiéis fazem vigília, recordando o momento em que Jesus foi ao Jardim das Oliveiras e colocou-se diante do Pai em oração, pouco antes de ser preso e condenado à morte.

Sexta-Feira Santa

 

É o dia de celebrar a paixão e morte de Jesus e recordar a crucifixão. É a única data do ano em que não há missa. Realiza-se a “Celebração da Paixão do Senhor", geralmente às 15 horas, lembrando a hora que Jesus morreu. A Celebração consta de três partes: liturgia da Palavra, adoração da cruz e distribuição da comunhão eucarística. Nesse dia intensifica-se a oração e observa-se abstinência de carne.

 

Vigília Pascal

Durante o sábado a Igreja permanece no silêncio, meditando sobre a morte do Senhor.

Ao chegar a noite do Sábado Santo, os cristãos reúnem-se para celebrar a “Vigília Pascal”, que é o momento forte do Tríduo: “A noite da luz”, em que a Igreja canta a vitória de Cristo sobre as trevas da morte e do pecado, e, exultando, anuncia a Ressurreição. Acontece a bênção da água batismal e do “fogo novo”, no qual é aceso o Círio Pascal, a grande vela que é sinal da luz de Cristo Ressuscitado, a qual permanece nas igrejas até o fim do Tempo Pascal. Após, canta-se a proclamação da Páscoa, o Exultet. Em seguida, realiza-se a Liturgia da Palavra, que faz memória da história da salvação, desde a criação do mundo até a ressurreição de Jesus. Após, realiza-se a Liturgia Batismal e finalmente a Liturgia Eucarística.

Domingo de Páscoa

É a festa solene da Ressurreição do Senhor, que acontece no amanhecer do primeiro dia da semana: o domingo.

Símbolos da Páscoa

Cordeiro: O cordeiro era sacrificado no templo, no primeiro dia da Páscoa, como memorial da libertação do Egito, na qual o sangue do cordeiro foi o sinal que livrou os seus primogênitos. Este cordeiro era degolado no templo. Os sacerdotes derramavam seu sangue junto ao altar e a carne era comida na ceia pascal. Aquele cordeiro prefigurava a Cristo, ao qual Paulo chama “nossa páscoa” (1Cor 5, 7).

João Batista, quando está junto ao Rio Jordão em companhia de alguns discípulos e vê Jesus passando, aponta-o em dois dias consecutivos dizendo: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1, 29e 36).

Círio Pascal: É uma grande vela que é acesa no fogo novo, no Sábado Santo, Ele é preparado, abençoado, aceso e conduzido para a Igreja na noite da Santa Vigília Pascal.

A cruz encravada no círio, lembra a cruz de Jesus Cristo.

As duas letras colocadas ao alto e embaixo da Cruz são o Alfa e o Ômega, sendo a primeira e a última letra do alfabeto grego. Indicam que Cristo é o princípio e o fim de tudo. Os números do ano corrente afirmam que Jesus é o Senhor do tempo.

Os cinco grãos afixados à cruz simbolizam as cinco chagas de Jesus Cristo.

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