Coleta de Pentecostes será realizada nos dias 19 e 20 de maio

15.05.2018

No próximo final de semana, 19 e 20 de maio, será realizada a Coleta de Pentecostes, que tem como objetivo manter a Missão da Igreja do Rio Grande do Sul em Moçambique. Há quase 25 anos, missionários(as), leigos(as), religiosos(as) e padres realizam um importante trabalho social, de doação espiritual e financeira, naquele País, por meio do projeto Igreja Solidária. Além do envio de recursos a Moçambique, a Coleta de Pentecostes também, quando necessitada, atende as Igrejas na Amazônia, auxiliando em alguns projetos, como a manutenção de barcos e visitas pastorais de longas distâncias. No Rio Grande do Sul, os valores também são empregados na formação e encontros missionários, e na promoção das Pontifícias Obras Missionárias.

A coleta tem uma grande importância para a animação missionária no RS, pois colabora para a promoção das três expressões da ação missionária da Igreja: a comunhão espiritual (pela oração); a comunhão material e financeira (proposta pela coleta); e a comunhão pela entrega de vida (a disposição de alguém a partir em missão).

 

História
 

Em todas as missas nas comunidades eclesiais ao longo do ano há o pequeno e “grandioso gesto” de depositar uma oferta indo até o altar. As ações beneficiadas pela Coleta de Pentecostes nascem e frutificam de uma das mais importantes celebrações do calendário cristão, que comemora a Vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos de Jesus Cristo e Maria, sua mãe, deixando a mensagem para que partissem na missão de levar a Palavra de Deus ao mundo inteiro. E foi no início dos anos 90, que esteve em visita ao Rio Grande do Sul o bispo moçambicano Dom Francisco Silota com a missão de pedir socorro aos bispos do Brasil, devido à aguda carência, de toda a espécie, que seu povo vivencia em seu País. Assim, sensibilizados pelo clamor dos irmãos moçambicanos, os bispos do Brasil criaram o projeto Igreja Solidária CNBB Sul 3 Moçambique, enviando em julho de 1994, a primeira equipe missionária composta por três religiosas e um padre.

Inicialmente o projeto foi planejado para durar 15 anos, mas passado este período, a ação foi renovada após acordo entre o Bispo Dom Tomé, da Diocese de Nampula, e o bispo representante do projeto no Brasil, Dom Jaime Kohl. A equipe auxilia em duas paróquias da Arquidiocese de Nampula, distritos de Moma e Larde, e os recursos são destinados à manutenção dos missionários com passagens e carros para percorrer as grandes distâncias entre as comunidades, projetos sociais desenvolvidos nestes locais, como a perfuração de poços, as aulas de reforço escolar, a promoção da saúde popular com a plantação de ervas medicinais entre muitas ações.

 

Enviados pelo Regional Sul 3 da CNBB, os missionários cultivam o respeito pela cultura e história do povo moçambicano promovendo a cooperação fraterna e inculturada. Desde o Concílio Vaticano II, a Igreja vem redescobrindo sua identidade, que é essencialmente missionária. Atendendo ao apelo da Conferência de Puebla, que convoca a “dar de nossa pobreza” em prol da atividade missionária, o Projeto Igrejas-Solidárias: Missão Moçambique surgiu como uma resposta concreta ao chamado universal da missão. Esta iniciativa fortalece o espírito missionário do Regional Sul 3, envolvendo todos os sujeitos da Igreja.
 

Um projeto a caminho dos 25 anos
 

Em 2019, o Projeto Igreja Solidária Moçambique irá completar 25 anos. Neste período mais de 50 missionários (as) partilharam da sua vida, junto ao povo moçambicano, no atendimento às Paróquias de São Miguel Arcanjo de Micane e São Paulo Apóstolo de Larde, o que corresponde no acompanhamento a mais de 140 comunidades cristãs. A presença da equipe se estende à toda comunidade, além das estruturas eclesiais. Os pequenos projetos sociais que visam o auxílio na educação, sustentabilidade, acesso à água e à saúde têm como objetivo atingir todos aqueles que buscam o apoio da Igreja, independente do seu credo. O incentivo as vocações locais, religiosas ou diocesanas é característica marcante do projeto, e para isso, é mantido o lar vocacional de Moma que visa acolher jovens estudantes, vindos das comunidades cristãs após acompanhamento, para discernir a sua vocação. Esta iniciativa, que começou em 2009, resulta hoje em mais de 15 jovens que estão nas casas de formação.

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