"Há uma multidão que deseja ser ouvida, sobretudo jovens", escreve Dom Jaime Spengler, do Vaticano

19.10.2018

Confira, abaixo, relato de Dom Jaime Spengler, Arcebispo Metropolitano de Porto Alegre, presidente do Regional Sul 3 da CNBB e presidente para a Comissão Episcopal para os Ministério Ordenados e a Vida Consagrada sobre os últimos dias de trabalho na XV Assembleia Ordinária do Sínodo dos Jovens, da qual o tema central são os jovens:

 

"O Sínodo dos Bispos na sua XV Assembleia Ordinária está caminhando para a sua conclusão. Foram concluídas as intervenções dos participantes do Sínodo, na Sala do Sinodal, sobre a terceira parte do Instrumentum Laboris: “ESCOLHER – PERCURSOS DE CONVERSÃO PASTORAL E MISSIONÁRIA”.

 

Inicia-se agora o trabalho nos grupos linguísticos sobre essa terceira parte. Trata-se de indicar linhas de ação, ou seja, indicações viáveis para uma pastoral mais intensa e orgânica junto às diversas expressões juvenis.

 

Sábado (20) serão apresentados na Sala Sinodal os resultados do trabalho realizados nos diversos grupos linguísticos. A partir de então a equipe encarregada da redação do documento final do Sínodo deverá trabalhar ainda mais intensamente, pois na terça (23/10) será apresentado aos participantes do Sínodo o projeto do documento final.

 

Das intervenções realizadas nestes dias sobre a terceira parte do Instrumentum Laboris vale destacar alguns pontos:

  • Todos são vocacionados à santidade. Todo caminho de discipulado passa pela experiência do encontro com a pessoa de Jesus Cristo e seu Evangelho. Daí a necessidade de proporcionar espaços e tempos nos quais se promova experiências de oração, Leitura Orante da Palavra, celebração dos sacramentos, serviços comunitários, experiências de voluntariado e solidariedade por meio das quais se possa proporcionar contato com o rosto sofredor de Cristo nos pobres de hoje. Vale destacar que o testemunho de vida cristã atrai e convida! Os jovens estão atentos a testemunhos autênticos de vida cristã!

  • Aquilo que o princípio da “Igreja em saída” supõe, é muito mais do que um incremento em iniciativas pastorais estanques. Urge construir uma maior sintonia entre as diversas expressões de pastoral juvenil, a pastoral vocacional e a pastoral familiar.

  • Há tanto testemunho de fé cristã por parte de jovens em todo o mundo! No entanto, tais testemunhos são poucos conhecidos. Constatam-se vários mártires – jovens que testemunharam a fé derramando o próprio sangue. São exemplos que merecem ser divulgados!

  • Constata-se a necessidade de preparar pessoas para a arte de escutar. Há uma multidão que deseja ser ouvida, sobretudo jovens. Neste sentido, precisamos criar centros de acolhida e escuta.

  • Os centros de estudo – escolas e universidades católicas – têm sua razão de ser em Jesus Cristo e seu Evangelho. Através destes centros somos exortados a preparar os líderes do futuro. Por isso, é importante que haja um compromisso comum em favor de uma formação integral dos jovens que frequentas tais centros. A preocupação primeira não pode ser a preparação para o mercado de trabalho, mas para a vida e vida cristã.

  • Atenção particular merecem as novas mídias. Elas trazem um enorme potencial. No entanto, é necessário saber usá-las com discernimento e sabedoria. Elas são um excelente meio para promover a evangelização.

  • A cruz marca a vida de inúmeros jovens. São os dependentes químicos, as vítimas do trabalho escravo, da prostituição, do tráfico humano e do tráfico de órgãos. A mesma sociedade que promove o prazer ou a busca de oportunidades a qualquer custo, depois descarta aqueles que se tornam vítimas de tal situação. As razões de tal realidade são muitas. No entanto, não se pode compactuar com os mercadores de morte. Neste âmbito vale também destacar os jovens que não encontram oportunidades no âmbito dos estudos acadêmicos e, depois, oportunidades de trabalho. Eles também se tornam vítimas de uma sociedade injustamente seletiva e excludente.

  • No âmbito da vida eclesial é preciso promover espaços de participação dos jovens. Eles trazem entusiasmo, disposição, desejo de participar ativamente na promoção do Evangelho, determinação para ultrapassar estruturas e métodos que não mais correspondem aos desafios contemporâneos. Neste sentido, urge aprofundar o princípio de “conversão pastoral”.

  • A Igreja tem algo a oferecer aos jovens: é o Crucificado-Ressuscitado e seu Evangelho, vivido em comunidade e testemunhado na sociedade. Ele é o único capaz de proporcionar vida e vida em abundância para todos.


Haveria certamente outros aspectos que foram destacados nas intervenções acontecidas na Sala Sinodal nestes dois dias. No entanto, procuramos destacar o que consideramos as mais importantes.


Faço votos que, unidos pela oração, possamos cooperar para que o Sínodo de 2018 ofereça indicações vigorosas para o trabalho evangelizador junto às diversas expressões juvenis e assim possamos avançar no processo de renovação de nossas Comunidades."

 

 

As fotos, publicadas pelo Vatican News, deixam evidente a grande participação de jovens nos trabalhos do Sínodo. A primeira foto foi tirada logo depois que o brasileiro Lucas Galhardo, da Pastoral Juvenil da CNBB, entregou ao Papa a Cruz da Pastoral Juvenil Latino-americana e a carta, escrita em setembro pelos jovens de várias pastorais juvenis.

 

 

 

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