Arquidiocese realiza segunda edição de Encontro com jornalistas, com o tema "Sínodo para a Amazônia"

04.10.2019

Na manhã de quinta-feira (3), Dom Jaime Spengler, arcebispo da Arquidiocese de Porto Alegre, recebeu na Cúria Metropolitana um grupo de jornalistas para o encontro "II Diálogos da Igreja Católica com a Mídia", do qual o tema foi o Sínodo dos Bispos para a Amazônia. O Sínodo inicia neste domingo (6) e segue até o dia 27 deste mês no Vaticano.  A Assessoria de Comunicação entregou aos convidados um exemplar da Encíclica Laudato si', documento apresentado pelo Papa Francisco em 2015 e que é base para a assembleia sobre a Amazônia. 

 

Estiverem presentes Affonso Ritter, jornalista com site independente, apresentador da RDC TV e colunista do Jornal do Comércio; Jônatha Bitencourt, jornalista da Band RS; Marcio Irion e Joel Queiroz, da RDC TV; Flávia Stahl e Adriana Androvandi, da Rádio Fraternidade; repórter Matheus Valêncio e operador de câmera Leonardo Aguiar da TV Pampa, Walter Brum Monteiro, da Rádio Aliança, e José Zanandréa, da Rede Vida.

 

Abaixo, as principais informações discutidas no Encontro:

 

Sobre o Sínodo:

 

- Etimologicamente, a palavra “sínodo” deriva dos termos gregos “syn” (que significa com, em conjunto) y “odos” (que significa caminho), expressando a ideia de caminhar juntos. O Sínodo dos Bispos pode ser definido, em termos gerais, como uma assembleia de Bispos que representa o episcopado de todo o mundo e tem como tarefa ajudar o Papa no governo da Igreja, com o seu conselho, para procurar soluções pastorais que tenham validade e aplicação universal.

 

- Mais de 40 anos depois da sua criação, por Paulo VI (15.09.1965), a experiência sinodal caminha para a sua XII assembleia ordinária, a que se junta duas assembleias extraordinárias e oito especiais. A continuidade é garantida pelas normas contidas na Carta Apostólica “Apostolica sollicitudo” e pelo “Ordo Synodi”, promulgados em 1965 por Paulo VI e parcialmente revistos por João Paulo II.

 

- Esta instituição permanente nasceu como resposta aos anseios dos padres do II Concílio do Vaticano, como forma de manter vivo o espírito de colegialidade nascido na experiência conciliar. Ainda Arcebispo de Milão, Paulo VI foi um dos principais motores da ideia de uma “contínua colaboração do episcopado”. Já como Papa, no discurso inaugural da última sessão do Concílio (14.09.1965), tornou pública a sua intenção de instituir o Sínodo dos Bispos.

 

- No dia seguinte foi aprovado o Motu Proprio “Apostolica sollicitudo”, que instituía oficialmente o Sínodo, serviço à comunhão e à colegialidade de todos os Bispos com o Papa. Não se trata, por isso, de um organismo particular com competências limitadas, como as Congregações e os Conselhos Pontifícios da Cúria Romana. O Sínodo dos Bispos e a sua secretaria-geral permanente não fazem parte dessa mesma Cúria Romana e não dependem dela, estando direta e exclusivamente debaixo da autoridade do Bispo de Roma.

 

- Apesar de ser uma instituição de caráter permanente, as funções e a colaboração concreta do Sínodo não têm esse caráter: ele reúne-se e atua apenas quando o Papa considera necessário e oportuno consultar o episcopado. A finalidade de cada assembleia sinodal é a de viver uma experiência de colegialidade entre o episcopado e o Papa. Este, ao aceitar as sugestões ou conclusões de determinada assembleia, permite que o episcopado exerça uma atividade colegial que se aproxima, sem coincidir, com a de um Concílio Ecumênico. 

 

- Após a realização do Sínodo, é prerrogativa do Papa decidir se pública ou não uma exortação apostólica a partir das reflexões. Depois da última edição de um sínodo, de 03 a 28/10/2018, em Roma, cujo tema foi: “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”, o papa publicou a exortação apostólica “Christus Vivit” dirigida aos jovens e à Igreja no mundo.

 

Este Sínodo para a Amazônia:

 

- A Assembleia foi convocada pelo Papa Francisco, terá como tema “Novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral” e examinará questões importantes para “cada pessoa que habita neste planeta”, como afirma o Papa. 

 

- O objetivo principal será identificar novos caminhos para a evangelização na região, com olhar especial para os indígenas, frequentemente esquecidos e sem perspectivas de um futuro sereno. A crise da Floresta Amazônica, pulmão de capital importância para nosso planeta, também será abordada.

 

- Participarão do Sínodo bispos de 9 países que integram a Pan-amazônia. O Brasil terá a maior delegação entre os participantes, sendo 58 bispos da região amazônica, além de outros nomes na cúpula do encontro como o cardeal brasileiro dom Claudio Hummes que é o relator geral do sínodo. O pontífice convidou cientistas, nomes ligados à Organização das Nações Unidas (ONU), representantes de igrejas evangélicas, de ONGs e povos indígenas A previsão é de mais de 250 participantes.

 

- De junho 2018 a abril deste ano, foram realizadas, nos nove países que integram a região Pan-Amazônica (Brasil, Peru, Colômbia, Bolívia, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa e Suriname), uma série de atividades como parte do processo de escutas pré-sinodais coordenado pela Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam). A escuta ouviu os povos amazônicos e da floresta (indígenas, ribeirinhos, quilombolas, etc).

 

- Ao todo foram realizadas 57 assembleias, 21 fóruns nacionais, 17 fóruns temáticos e 179 rodas de conversa. No Brasil, foram realizadas 182 atividades. Como fruto desta escuta, a secretaria-executiva do Sínodo elaborou o Instrumentum Laboris (Instrumento de Trabalho) do Sínodo Amazônico, material a ser estudado pelos bispos como preparação ao evento. O documento pode ser acessado no hot-site oficial do evento: http://www.sinodoamazonico.va.

 

(Fotos: Patricia Damaceno - Ascom)

 

 

 

 

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