Assembleia anual do clero reflete transformações e características das novas gerações

12.11.2019

Com palestra de abertura do presidente do Instituto do Cérebro (InsCer), Dr. Jaderson Costa da Costa, está sendo realizada até esta quinta-feira (14) no Seminário São José, de Gravataí, a Assembleia anual do clero da Arquidiocese de Porto Alegre. Em sua apresentação, Dr. Jaderson conduziu os bispos, presbíteros e diáconos  à reflexão sobre as transformações da sociedade a partir das novas gerações. "Estamos convivendo com a geração Z e Alfa, que possuem modelos mentais completamente diferentes dos adultos e idosos de hoje. Não toleram a demora, são multitarefa e consomem informação fragmentada", explicou o pesquisador. "E estas mudanças, que já repercutem inclusive na formação dos cérebros humanos, que não podem ser rotuladas como boas nem ruins. Precisamos saber observá-las e procurar oferecer às crianças e aos jovens o que a tecnologia não substitui, como o carinho e a empatia". O evento reúne mais de 200 pessoas, entre bispos, sacerdotes e diáconos das mais de 160 paróquias da região.

 

(Foto: Nelson Pereira / Ascom)

 

Diferenças entre as gerações

Ao traçar uma cronologia das diferentes gerações que convivem atualmente, o Dr. Jaderson foi listando suas características. "Os mais antigos (nascidos entre 1928 e 1945) viveram o se chama de 'geração silenciosa', um tempo de muito pouca expressão, período da Grande Depressão e da Segunda Guerra Mundial. Depois, veio a 'explosão de bebês', população duas vezes maior que a geração dos seus pais. Na sequência, as gerações X, Y, Z e os Alfa, que nasceram a partir de 2010", explicou. "Está cada vez mais curto o espaço de tempo entre elas, e cada vez maior a diferença de comportamento". 

 

Falta de humanidade

Para o presidente do InsCer, os mais jovens vêem-se perdidos diante da robotização de tudo, estão perdendo sua humanidade. Para ele, reflexos disso são a corrida por práticas como meditação e yoga, e o alto índice de suicídio entre os jovens. "Os senhores religiosos são privilegiados. Há vinte anos atrás eu seria taxado de louco se dissesse que a oração altera o cérebro, mas hoje está comprovado: rezar e meditar pode, inclusive, ser um importante fator protetivo das doenças mentais", defendeu ele.

 

Riscos e benefícios

Além das carências da tecnologia, que leva as novas gerações a pensarem de forma dual, como é o código binário, o professor alerta para os riscos do novo sistema de relações e de informação. "As Fake News, o ciberbullying, o isolamento são todos elementos da mesma tecnologia que pode ser usada para o bem. Como Igreja, os senhores precisam compreender esta dinâmica e usar os mesmos meios para aproximarem-se dos jovens", sugere ele. Para o Dr. Jaderson, a mesma liberação de dopamina que ocorre quando há o uso de cocaína e outras drogas, é acionada quando a pessoa recebe um reconhecimento, uma recompensa por elogio. "Antes de tornarem-se dependentes de alguma droga, ofereçamos a eles o afeto", concluiu.

 

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