Arquidiocese sedia último dia do Encontro Nacional do Diálogo Católico-judaico

26.11.2019

Em tempos de extrema dualidade política no país, os líderes de duas das maiores religiões do mundo reuniram-se na Capital para falar de humanismo e pluralidade. A edição deste ano do Encontro Nacional do Diálogo Católico-judaico, realizado em Porto Alegre, terminou na manhã desta segunda-feira (25) com orações e em busca por ações conjuntas entre católicos e judeus. Reflexões do rabino Uri Lam e do arcebispo de Porto Alegre, Dom Jaime Spengler, deram o tom do segundo e último dia da reunião, realizada na Cúria Metropolitana.
 

"O judaísmo não foi constituído para criar uma sociedade mais judaica, mas uma sociedade mais humana", disse Lam. Justificando a razão que leva ambas as religiões a investiram na aproximação, o rabino lembrou que "nenhuma religião possui a verdade suprema, o que nos obriga a procurar o diálogo inter-religioso." Lam lembrou a teoria que visa promover um ecumenismo profundo, que considera cada tradição religiosa como uma fonte de água que chega ao mesmo rio subterrâneo. "Cada tradição religiosa é um órgão no corpo da humanidade coletiva; e por eles passa o mesmo sangue", lembrou ele. Segundo o "deep ecumenism", podemos melhor atender às necessidades de toda a humanidade quando respeitamos não apenas outros caminhos religiosos, mas colaboramos com eles em nosso trabalho compartilhado de curar a criação. Diz ainda a teoria que "ao nos envolvermos com o outro, aprendemos sobre nós mesmos. Quando aprendemos e colaboramos com outros viajantes em outros caminhos espirituais, nossas próprias práticas são enriquecidas - e chegamos um passo mais perto de um mundo sem preconceito ou medo religioso."


Dom Jaime chamou a atenção para as diversas crises pelas quais passam muitos países da América Latina, e que formam um pano de fundo para o que vivemos no país. Segundo o arcebispo, mais do que o indiferentismo, vive-se um sincretismo grave. Para ele, a transmissão da fé para as novas gerações precisará estar fundamentada em quatro pilares: a humanidade, a proximidade, a empatia e a espiritualidade. "E o diálogo inter-religioso nos ajudará neste sentido. Escutar é um gesto de acolhimento, de colocar-se no lugar do outro. Há um texto medieval atribuído a São Francisco que fala sobre o silêncio na relação com as diferenças. Silenciar não como um censurado ou omisso, mas como um modo de ser: sem preconceito, sem sentimento de superioridade, sem o desejo de ser reconhecido", afirmou. "Se mudamos a compreensão do que somos, mudamos o que fazemos. E o que fazemos, muda o mundo".

 

O encontro também repercutiu na imprensa local. Acesse as matérias:
 

1) Gaúcha ZH 1

2) Gaúcha ZH 2

 

 

 

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