Apenados de Arroio dos Ratos confeccionam cruz e celebram Rito de Entrega do Pai Nosso

10.12.2019

Aconteceu no dia 29 de novembro, na Penitenciária de Arroio dos Ratos, o Rito de Entrega do Pai Nosso. Desde os tempos antigos, no Batismo e na Confirmação, a Entrega da Oração do Senhor (Pai Nosso) significa um novo nascimento para vida divina. Por isso, aqueles que recebem a Oração Dominical são convidados a rezá-la e viver cada palavra desta oração. Ela é uma oração fruto da intimidade com o Senhor! (cf. Livro Catequese com Adultos. Casa da Iniciação Cristã, Dom Leomar A. Brustolin, pág. 124. Rito de Entrega do Pai Nosso). A celebração eucarística foi presidida pelo Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Porto Alegre Dom Darley José Kummer e concelebrada pelo pároco e pelo vigário paroquial da Paróquia Santa Bárbara de Arroio dos Ratos, respectivamente, padres Adílson Corrêa da Fonseca e Fabiano Lucaora Pauli.

Também estiveram presentes os padres Diego da Silva Corrêa (referencial da Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Porto Alegre), os presbíteros do Vicariato Episcopal de Guaíba, padres Luís Carlos Pedroso da Silva, Paulo César Aguiar e Frei Márcio Silvan Carvalho Matos (O Carm) , o padre Pedro Willemsens (Prelazia do Opus Dei), o diácono Paulo Maliszewski e a Ir. Maria Aparecida (coordenadora Arquidiocesana da Iniciação à Vida Cristã), além de representantes da comunidade católica de Arroio dos Ratos, familiares e servidores da penitenciária. Durante a homilia, Dom Darley agradeceu em nome da Arquidiocese de Porto Alegre a confecção da cruz para a celebração do Dia do Pobre, que ocorreu em 17 de novembro.

O bispo também sugeriu que seja confeccionada uma réplica da cruz para peregrinação nas penitenciárias e presídios da Arquidiocese, ao longo do ano de 2020. se fizeram presentes na ocasião. "Agradecemos ao Diretor Sr.  José Giovani Rodrigues de Souza pela acolhida e preparação do ambiente! Sigamos no Caminho do Discipulado de Jesus!", concluiu Dom Darley.

 

 

Abaixo texto do diretor da Penitenciária de Arroio dos Ratos, José Giovani Rodrigues de Souza, sobre a experiência que envolveu, em especial, os apenados:

 

A Cruz da Penitenciária de Arroio dos Ratos

Quando o apenado estava fazendo a cruz, ainda não havia um desenho final de como seria. Somente as ideias que surgiram naquele dia que conversamos com eles sobre a utilização de pedaços de madeira como aproveitamento. As ideias vinham a medida em que se ia confeccionando e unindo os pedaços de madeira. Quando faltava imaginação partia-se para a parte de desenho e pirografia. Logo, diversas novas ideias surgiam.

Nem o tamanho sabíamos qual seria. Com o passar dos dias as formas foram indicando que tipo de acabamento poderia ser feito. Ao final, a cruz ficou com cerca de três metros de altura por 2 de comprimento, imponente, com formatos que nos despertaram diversos questionamentos. Ao longo da construção, os sentimentos de união a partir de pedaços de madeira que poderiam não ser aproveitados, a esperança em fazer uma cruz que os representassem demonstrando a renovação, a mudança e o sacrifício que, por vezes, é necessário. Sem comparação, por óbvio, mas as chagas no coração pregado na cruz, traduz o sacrifício e as cicatrizes que cada um pode ter dentro de si.

 

A pirografia, marcas queimadas, também denotam o passo a passo da vida, que mesmo sendo marcas, externas e internas, umas mais aparentes outras nem tanto, podem ser registros significantes de seus caminhos. Embora possam significar dificuldades, dor, podem também significar bons momentos durante a trajetória que ao longo do tempo forma um caminho de glória, pela sabedoria das coisas que nos acontece.

 

Acredito que a confecção da cruz foi além; despertou diversos questionamentos, reflexões e, sobretudo, a manifestação de sentimentos através da arte simples, mas única, afinal o quê e o quanto do que ali foi depositado não podemos quantificar! Por isso, agradecemos aos que oportunizaram a este grupo participar desse momento, que não se resume só à celebração do Dia do Pobre. O processo de construção da cruz será utilizado nas falas com os apenados por tempo indeterminado.


(Fotos: Maria da Graça Lima de Souza - Susepe).

 

 

 

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